
🎧 Ouça a Mensagem na voz de La Jardinera
Minhas queridas sementes,
Vou compartilhar com vocês a Mensagem. Esta Mensagem também fala de Fé, mas de uma forma diferente.
Havia uma feira muito grande em uma capital muito conhecida; poderia ser do seu país ou de um país estrangeiro.
Nessa feira havia um rapaz jovem que tocava tambor, um tamborileiro, e também havia um homem que era pregador e ia proclamar a fé e falar sobre a fé.
Então, na feira, o rapaz começou a tocar o tambor: uma melodia, duas melodias e, depois, colocava seu boné para recolher o dinheiro que as pessoas quisessem lhe dar. E o pregador falava sobre a fé.
“Meus irmãos, acreditem, acreditem que a fé é o que há de maior que temos. A fé os curará, a fé os levará sempre a Deus.”
E falava, falava, falava.
Quando o dia terminou, fecharam a feira e cada um seguiu para seu povoado e sua cidade. Por coincidência, no caminho se encontraram o jovem do tambor e o pregador.
Eles se encontraram, e o jovem do tambor estava montado em um burro e tinha uma expressão muito séria, muito séria. Não estava contente.
O pregador olhou para ele, os dois pararam e disseram:
“Podemos conversar?”
“Claro que sim.”
Ele desceu do burro, sentaram-se, beberam um pouco de água e o pregador perguntou:
“O que você tem, rapaz? Por que está com essa expressão? Por que não está contente?”
“Nem me fale.”
“Mas como foi a feira para você?”
“Foi muito mal. Ganhei apenas vinte e cinco reais e nada mais. Deram-me comida, bebida e vinte e cinco reais, mas é só isso. Não tenho mais nada, nem sequer uma fortuna, e toquei o tambor.”
“E para você, como foi, pregador?”, perguntou o rapaz.
E o pregador respondeu:
“Ah, jovem, passei o dia inteiro pregando, o dia inteiro tentando convencer as pessoas. Estou cansado de repetir, repetir e falar. Não me deram comida, não me deram bebida. Fiquei em pé o dia inteiro e tenho apenas seis reais, que uma boa mulher, que tinha fé, me deu dizendo: ‘Tome, pobre homem, por tudo o que falou.’
Então estou voltando sem comer, sem beber, cansado e tenho seis reais. Mas agradeço a Deus porque, pelo menos, tenho seis reais.”
Moral da história, minhas sementes.
Muitas vezes pensamos que não temos nada, mas o rapaz tinha o que comer, tinha o que beber, tinha dinheiro, pelo menos para viver um dia. Portanto, ser agradecido é próprio de quem tem boa índole.
E o rapaz se esqueceu de que deveria estar agradecido, de que deveria dar graças, porque, apesar de tudo, havia tido um bom dia.
E todos nós pensamos assim: “Que pouca coisa! Merecemos sempre muito mais.” Mas será que sabemos agradecer pela “pouca coisa”, entre aspas?
É isso que precisamos valorizar.
Se nos deram, se conquistamos, se merecemos, sejamos agradecidos.
Se somos agradecidos, damos valor às coisas.
Se não somos agradecidos, é porque não merecemos nada, pois pensamos que somos o máximo e, no fim das contas, não somos mais do que os outros.
Assim, desta Mensagem devemos extrair o agradecimento, porque ele é a nossa recompensa, é o nosso prêmio, é dar valor ao que temos, porque sabemos que isso se multiplicará.
Mas, se já partimos derrotados, nunca teremos nada.
Minhas sementes, sonhem grande, peçam grande, deem grande e recebam grande.
Esse é o meu desejo e é isso que quero compartilhar com vocês.
Quem guarda para si, perde.
Quem compartilha, ganhou! E continuará ganhando ainda mais.
Com todo o meu amor,
La Jardinera.