August 04, 2026

Dar sempre o melhor!

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🎧 Ouça a Mensagem na voz de La Jardinera:

Minhas queridas sementes,

Em uma aldeia perto de um povoado, havia uma senhora que havia ficado viúva e tinha uma ovelhinha muito jovem, bonita, preciosa, da qual ela cuidava com muito carinho.

Ela a mimava, dava-lhe comida, dava-lhe banho, cuidava muito bem dela, todos os dias a levava para passear pelos prados e, em casa, estava sempre, sempre cuidando dela.

E dizia:

— Que feliz estou, ovelhinha, porque você está linda! Este ano deu mais lã do que nunca, que maravilha! Veja, este ano, com a sua lã, vou comprar várias coisas para a casa e também vamos nos preparar para o inverno, para não passarmos frio. Você vai ver como poderá dormir bem, porque terá uma cama cheia de palha e será ainda mais bem cuidada.

A senhora amava muito sua ovelhinha, porque era a única companhia que tinha.

E a ovelhinha também amava sua dona.

Mas a senhora pensou:

— Bem… e se eu mesma cortasse a lã? Talvez economizasse um pouco de dinheiro. Vou cortar a lã e depois levá-la para vender. Assim economizo um pouco.

Então decidiu fazê-lo.

Vestiu uma calça, colocou um avental, pegou a ovelhinha, como costumam fazer, e também uma tesoura.

E começou a cortar a lã.

Mas, como nunca tinha feito isso antes, começou a cortar e, junto com a lã, às vezes cortava um pedacinho da pele, outras vezes um pedacinho da orelha, outras vezes um pedaço da carne.

E a ovelhinha estava sofrendo.

Até que, de repente, parou e disse:

— Dona, por que a senhora está me machucando? Por que está me fazendo sofrer?

A dona olhou para ela.

A ovelhinha disse:

— Olhe para as suas mãos… Elas estão cheias de sangue. Só para economizar um pouco de dinheiro, a senhora está me machucando. Se queria me matar, poderia ter me levado ao matadouro. Tenho certeza de que lá eu teria morrido de uma forma mais rápida e teria sofrido menos.

E, se o que queria era apenas a lã, deveria ter chamado um tosquiador. Ele teria cortado a minha lã corretamente. Ela permaneceria branca e limpa, teria muito mais valor e a senhora poderia vendê-la por um preço melhor. Mas veja o que está fazendo…

Então a mulher olhou para ela e respondeu:

— Sim, você tem razão. Apenas para economizar um pouco de dinheiro, eu a machuquei, fiz você sofrer e ainda sujei a lã. Agora terei ainda mais trabalho para lavá-la e, acima de tudo, machuquei justamente quem eu tanto amo.

E a abraçou.

A moral desta mensagem acontece, em algum momento, em praticamente todas as famílias.

Às vezes, para economizar, queremos consertar alguma coisinha por conta própria.

Por exemplo, outro dia a chave ficou presa no carro.

Tentamos tirá-la, tentamos de todas as formas, até que finalmente dissemos:

— Não… vamos acabar estragando tudo. E se ela quebrar lá dentro? O que vai acontecer?

Foi exatamente como aconteceu com a ovelhinha.

Para cada trabalho existe um profissional.

E, para cada tarefa que precisamos realizar, devemos chamar um especialista.

Há muitas pessoas que gostam de fazer pequenos reparos e fazem isso muito bem.

São habilidosas, sabem consertar as coisas.

Mas, quando não conhecemos o assunto, vale muito mais a pena chamar quem realmente sabe fazer, porque, muitas vezes, o que parecia barato acaba saindo muito caro.

Por isso, mais uma vez, minhas sementes, quando não souberem fazer alguma coisa, informem-se, procurem um especialista. O resultado será melhor e vocês ficarão mais felizes, porque, pelo menos, estará bem feito. Eu garanto.

Uma vez eu quis montar um chalé.

Mas um amigo me disse:

— Vamos colocá-lo diretamente sobre o cimento.

Eu pensei:

— Mas, se ele ficar diretamente sobre o cimento e o chalé é de madeira, quando chover a água vai infiltrar e a madeira vai apodrecer.

E ele respondeu:

— Não, porque está sobre o cimento.

Mas a madeira estaria em contato direto com o cimento.

Percebi que ele não tinha entendido e expliquei novamente:

— Olha, precisamos levantá-lo um pouco.

Ele respondeu:

— Mas pesa muito, não conseguimos.

Então eu disse:

— Bem, vamos perguntar a um amigo.

Perguntamos:

— Fulano, como fazemos?

Eu já estava pensando em chamar um senhor que tem uma pá mecânica.

Então ele respondeu:

— Não precisa. Com o macaco de um carro dá para fazer.

Fiquei de boca aberta.

Na verdade, todos nós ficamos.

Então ele pegou o macaco… na verdade, o de uma caminhonete de outro vizinho.

Colocou ali e, em apenas dois minutos, o chalé foi levantado.

Depois colocamos uma base na altura correta.

Em francês se chama moilon; em espanhol, tabiques… enfim, blocos de concreto.

E pronto.

Agora o chalé ficou elevado, nivelado, perfeito.

Pode chover à vontade.

Pelo menos a madeira não vai apodrecer.

Mas isso aconteceu porque trabalhamos em grupo.

Já falei para vocês sobre isso: trabalhar em grupo, sim, sempre.

A ideia de um complementa a do outro.

Mas depois cada um vai para a sua casa e cada um mantém sua privacidade.

A privacidade é muito importante.

Para mim, ela é sagrada.

Porque cada pessoa tem o direito de fazer o que quiser dentro da própria casa.

E o respeito é fundamental.

Assim, minhas sementes, vejam esta história dessa senhora que, por estar sozinha, quis economizar um pouco de dinheiro.

Depois percebeu que o que realmente tinha valor era a companhia da sua ovelhinha.

Era ela quem vivia ao seu lado, passeava com ela, “conversava” com ela, lhe dava carinho, pulava de alegria e enchia seus dias de felicidade.

Ela compreendeu isso muito bem.

E eu também compreendi a lição do chalé.

Da próxima vez, não vou confiar imediatamente.

Primeiro vou verificar, depois decidirei se posso confiar naquelas pessoas.

Mas é assim que nós, seres humanos, somos.

De cada erro precisamos tirar uma lição.

E, como diz outra amiga minha:

Tentativa e erro. Tentativa e erro.

É assim que vamos construindo a filosofia da sabedoria.

Com todo o meu Amor,

vossa Jardinera.

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