August 22, 2025

Sua Fé é sua Luz

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🎧 Ouça a Mensagem na voz de La Jardinera

Minhas queridas sementes,

Estamos nos preparando para ir à Índia, país maravilhoso, com muitíssimas surpresas agradáveis. Vocês vão descobrir cores que nunca viram, sorrisos que também chegarão ao nosso coração.

E para as sementes femininas, verão os saris, essa roupa típica usada na Índia, que são belíssimos, maravilhas das maravilhas. Parecem, mais que marajas, princesas, rainhas com suas joias, com as mãos decoradas.

Vocês verão, e muitas coisas mais: irão descobrir Ganesh, um de seus deuses, que eles adoram e amam muito, mas não será o único, nem só ele há muitíssimos. Então hoje estamos nos preparando para a Índia.

Há a festa das cores, que consiste em reunir-se vinte mil, cem mil pessoas e jogar umas nas outras um pó de cor. Azul, como o arco-íris, com cores belíssimas. Não se preocupem, não faz mal, não incomoda os olhos nem o rosto, é feito especialmente para poder jogar e festejar a alegria das cores.

Mas hoje vamos falar da Índia em relação a um trem. Há muitíssimos trens, mudaram bastante. Quando esta Servidora foi à Índia, ao subir no trem, não sabíamos onde estávamos, porque encontramos, não sei… um vagão para 50 pessoas e havia 300. Só lhes direi isso. Com compartimentos para dormir, para sentar-se e, em cada parada, vendiam comida, frutas, bebidas na janela ou entravam no trem e faziam rápido, rápido, vendiam comida. A comida é muito boa, mas havia cheiros, muitos cheiros. Todo o trem cheirava a comida, mas tínhamos que comer, assim que comprávamos frutas e frutos secos.

Era muito folclórico, muito, muito.

Também havia folclore: em certas estações grandes subiam dois ou três, ou um, eunucos e faziam… cantavam, dançavam, recebiam uma esmola e eram os mais felizes, os mais felizes, porque haviam dado sua vida a Deus. Essa explicação já virá mais tarde.

Nesse trem, havia outra coisa: em cima, no teto do vagão, subiam os que não pagavam. Quer dizer, subiam, não sei, cem ou duzentas pessoas a mais em cada vagão sobre o teto. Mas também levavam ao mercado porcos, cabras, carneiros, galinhas, perus, todos os animais que vocês possam imaginar em caixas ou com as quatro patas amarradas, pendurados pelo pescoço. Subiam, se empurravam uns aos outros e, em cima do teto, havia um zoológico, mas um zoológico vivo. E tinham que se segurar bem. Quando chegavam à estação, era algo espetacular ver como desciam.

Pareciam formiguinhas, umas atrás das outras. São muito hábeis, muito, muito hábeis, e precisam ser muito rápidos e espertos. Rapidíssimos, porque o trem não esperava muito, mesmo que fosse sempre longo. Desciam, subiam, não podiam perder as crianças, as galinhas, as ovelhas, as cabras etc., etc.

E as mercadorias, porque alguns também levavam para vender ou trocar. Essa foi a minha primeira experiência e viagem de trem na Índia. Tranquilizo vocês, minhas sementes! Tranquilizo! Agora não é mais assim. Agora os trens são completos, confortáveis, com ar-condicionado, cada um tem o seu assento, limpo, moderníssimo. Agora estão quase mais modernos que os nossos.

Avançaram muitíssimo, mas estou falando de uns 35 anos atrás, assim que evoluíram rápido. Em poucos anos deram uma volta de 180 graus melhor para eles. Claro, as tradições sempre são as tradições.

Nesse trem de que falo, a maioria eram senhores. Eles se olhavam entre si, chegou a noite e estavam ali, com sono, mas com as luzes acesas se olhavam uns aos outros. Um deles disse: — O que acham de apagarmos a luz e aproveitarmos para dormir antes de chegar? Cada um pode parar em sua estação, mas ao menos descansaremos. Estão de acordo? E disseram “sim”. Mas, claro, os outros passageiros que queriam a luz acesa disseram: — Sabem o quê? Fiquem neste vagão e nós vamos para o outro. — Muito bem. Assim foi. Esses senhores ficaram tranquilos, apagaram a luz e começaram a dormir.

Felizes, estavam em paz, estavam tranquilos, estavam muito bem. E de repente, no silêncio, se ouve uma voz: — Tenho sede. Ai, que sede eu tenho! Tenho sede. Ai, se não fosse esta sede! Tenho sede. Ai, que sede! Tenho sede.

Aqueles homens disseram: — Ele vai se calar? Ele vai se calar? Esperemos um pouco para ver se se cala. Não se calava. — Tenho sede. Que sede eu tenho! Tenho sede. E já um deles se levantou e disse: — Não aguento mais.

Calmamente, saiu. Foi, pegou um copo, encheu de água e trouxe. Disse: — Tome. Beba água até não ter mais sede. Ele bebeu toda a água e disse: — Oh! Obrigado! Então o homem voltou a sentar-se e disse: — Por fim terminaremos a viagem em paz.

Estava dormindo quando de repente escutam uma voz, primeiro baixinha: — Que sede eu tinha! Que sede eu tinha! Ui, que sede! Eu estava morrendo de sede! Ui, que sede eu tinha! E tinha muita sede! E que sede eu tinha!

Minhas queridas sementes, vamos tirar uma moral desta mensagem: que nosso cérebro, quando não temos problemas, ele mesmo se encarrega de criá-los. E quando não se tem problemas, sempre se busca, porque assim é.

Esse senhor não tinha nenhum problema, mas o seu cérebro estava procurando como podia incomodar, como podia não deixar em paz a todos os que estavam nesse vagão. Assim, buscou uma desculpa para ser odioso, chato, incômodo. Mas isso é o cérebro: se não o controlamos, sempre nos dominará e fará de um grão de areia uma montanha. Vai te fazer acreditar que não tens problemas, mas vai criá-los. Porque vai dizer: “E amanhã, se não tiver comida? E amanhã, se não souber onde ir? E amanhã, se não tiver uma loja, um comércio? E amanhã, se estiver numa cadeira de rodas? E amanhã, se ficar doente? E amanhã, se te abandonarem? E amanhã, se não souber onde dormir? E amanhã, o que será de ti se tiver Alzheimer? E amanhã, o que será?” Esse é o cérebro.

Minhas sementes, tomem consciência destas palavras e verão que cada vez que tiverem um problema, coloquem preto no branco, peguem uma folha e escrevam. Vão perceber que não têm problema. Se não tiverem como escrever, falem com seus amigos, com a pessoa ao seu lado. Esvaziem esse copo e verão como ele se encherá de paz, de tranquilidade. Até terão alegria de ver que, se estão conscientes da sua fé, jamais Deus os abandonará. Jamais!

Por quê? Têm medo de perder um amor, um carinho? Se pode haver mil. Pode parecer bobo, ridículo, mas pode ser um amor gigante. Só que o cérebro começa a pensar: “E estará olhando para ela? E estará olhando as partes baixas? E estará olhando as partes altas?” É ridículo.

Por que fazer uma montanha quando se pode estar tão tranquilo e dizer: “Bem, há tantas flores no campo que com certeza encontrarei a minha preferida, ou o meu preferido. Há muitas árvores neste planeta. Qual é a mais bonita? Para mim, todas. Pois já encontrarão uma árvore.”

Isso é para as meninas. Para os rapazes, já encontrarão flores. Se há milhões e milhões, por que vão se contentar com uma flor que já está murcha, velha, enrugada, sem cheiro nem cor?

Havendo tantas, agora que estamos na época em que as flores estão aos milhares. Por que ter medo da miséria? Alguma vez Jesus disse que íamos morrer de fome? Ele disse: “Nunca lhes faltará nada tendo a meu Pai.”

Não sejam pedaços de carne, nem fezes de vaca, por favor, minhas sementes. Sejam o que têm dentro: a Luz Divina. E creiam nela, hoje mais que nunca, hoje mais que nunca. E verão que serão fortes, que estarão seguros de si mesmos, que terão uma força incrível.

Com todo o meu amor,

La Jardinera, já quase na Índia.

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