
🎥 Ouça a Mensagem na voz de La Jardinera:
A meditação é a vida, é o que o Universo nos permite. Com essa Luz ultravioleta, entramos no nosso Chakra 7, e ela circula por todo o nosso corpo.
Nosso corpo vai se enchendo de energia, serenidade e paz, e agora começamos a esvaziar nosso coração. Se tivemos uma dor, uma tristeza, se guardamos rancor, ciúmes, invejas, tudo isso faz parte do ser humano, faz parte da vida.
Dizem que não somos perfeitos, e de fato, a imperfeição nos define. Mas o que é a imperfeição? O ser humano.
Mas o que isso significa? Que somos únicos. Únicos no sentido da Luz, pois viemos da Luz e voltamos para a Luz.
Hoje, minhas sementes, compartilharei algo que vivi. É a história de um jovem que não sabia bem qual era sua identidade, o que queria fazer ou realizar em sua vida – como acontece hoje com muitos jovens. Mas um dia, ele pegou sua guitarra e foi para outra cidade. Lá, através de uma revista, conheceu um cantor.
Esse cantor e sua música tocaram sua alma, e seu coração, pela primeira vez, compreendeu o que queria: cantar, cantar.
O jovem era brilhante, um pouco tímido, mas corajoso. Pegou sua guitarra e foi para um grande centro, onde havia muitos cantores e músicos.
Lá, encontrou seu ídolo, que estava no hospital. Ele havia sofrido uma paralisia, não conseguia falar nem se mover. Estava na cama, sozinho, visitado apenas por quatro músicos que eram seus amigos e algumas poucas pessoas próximas.
Como em tudo na vida, minhas sementes, quando alguém se torna famoso ou possui muito dinheiro e poder, está sempre cercado de pessoas – amigos, conhecidos, sempre acompanhado. Mas quando acontece uma desgraça, uma doença, um acidente ou a ruína, percebemos que, pouco a pouco, esses amigos vão se afastando, porque têm trabalho, obrigações, porque se cansam.
Essas pessoas não eram realmente amigas. Não há mais nenhum interesse naquela pessoa que um dia idealizavam, mas que agora se tornou apenas um corpo imóvel em um hospital. Ele ainda estava vivo, mas em estado vegetativo. Esse jovem foi visitá-lo e disse: “Compus uma canção para você, porque a música é minha vida e foi você quem me deu a razão para segui-la. É tudo o que eu quero.”
Então, ele começou a cantar. O doente ficou muito feliz, assim como o amigo que o acompanhava. E foi assim que sua trajetória começou: cantando em pequenos centros, em lugares onde a música country era apreciada.
A música que todos gostamos, com grandes ídolos como Bob Dylan, que nos anos 60 e 70 era o número um, com um estilo diferente dos Beatles e de outros.
Quando ouviram esse jovem cantar, ele fez um sucesso estrondoso. Mas ele não gostava da fama e tampouco de ser reconhecido na rua. Não o deixavam viver em paz, não lhe davam sossego.
Ele começou a viver em um pequeno apartamento, sem se preocupar com ele, pois músicos e artistas não vivem para a casa, para a decoração ou para o que os cerca. Eles não vivem para o que está ao redor, nada disso importa.
Somente o que recebem do Universo: a música. Como Mozart, que parecia alegre, mas essa alegria vinha do Universo. Ele compunha desde os três anos e, aos seis, já fazia seu primeiro concerto.
Mas esse jovem era diferente. Ele já tinha entre 18 e 20 anos quando se tornou famoso, mas estava vazio. Dizia que não precisava de nada, pois já tinha tudo: queria apenas compor, cantar e viver para a música.
Até que encontrou o amor. Conheceu uma jovem linda, que se apaixonou por ele. Mas, para ele, o mais importante era a música.
Ela tinha paciência, pois o amava muito, mas ele não lhe dava o valor que ela merecia. Não percebia que ela estava deixando sua própria vida por ele. O ser humano não pode viver isolado. Assim como os animais, precisamos de uma “manada”, de um companheiro, uma amizade.
Aos poucos, ela percebeu que não poderia continuar. Chorou muito, mas o deixou. Ele dormia, vivia seus momentos de amor e, em seguida, voltava a compor. Ela queria uma vida compartilhada, mas ele a queria do seu jeito. Para ele, a música era tudo.
Como acontece com muitos casais, o ciúme a corroía. Esse jovem começou a cantar e conheceu Joan Baez – cantora americana que, com sua voz angelical, encantava o público.
Dois talentos juntos. Cantavam juntos. Mas, como acontece em todos os lugares, surgiram rivalidades, ciúmes, e cada um queria seguir seu próprio caminho.
Esse jovem não queria estar preso a ninguém. Mais uma vez, sua vida era a música.
As gravadoras brigavam por ele, oferecendo qualquer valor. Mas ele não dava importância ao dinheiro. Só queria criar música.
Quando a jovem o deixou, ele teve outros relacionamentos, mas todos duravam pouco. O mesmo padrão se repetia: depois de algum tempo juntos, ele se cansava e voltava para a música.
Minhas sementes, já lhes disse muitas vezes: se não tivermos equilíbrio entre o corpo e a alma, entre o físico e o espiritual, não alcançaremos serenidade e paz.
Não podemos ser eremitas, nem ídolos expostos ao público o tempo todo.
É impossível. Todos os artistas, cantores, atores… sobem ao topo, mas a queda pode ser grande. E muitos caem no abismo.
Por outro lado, viver isolado também não leva a lugar algum. A pessoa espera uma iluminação que pode nunca chegar. O isolamento nos torna introvertidos, fechados, sem vontade de ver ninguém.
E foi isso que aconteceu com ele.
Grande fama, mas um vazio imenso.
Os anos se passaram e ele foi procurar sua primeira namorada. Mas ao chegar, ouviu uma voz masculina perguntando: “Com quem você está falando?”
Ele compreendeu. Pegou a porta e saiu.
Sem saber para onde ir, encontrou outra companheira.
Ela acreditava que ele estava apaixonado. Disse: “Eu te amo.”
Ele a olhou e respondeu: “Como pode me amar se mal nos conhecemos?”
E a deixou ali, sozinha na rua, partindo sem olhar para trás.
Mais uma vez, voltou para a música.
Mas, quando estava sozinho, refletia: “Todos me adoram, todos me querem, tenho muitos fãs. Mas ninguém me pergunta de onde vêm minhas músicas, de onde as tiro. Todos apenas querem ouvir, receber, absorver.”
E nesses momentos, ele se via completamente só.
Mudava de apartamento, sem um canto especial, sem um refúgio.
Sempre precisamos de um espaço nosso. Um lugar que cuidamos, onde colocamos algo sagrado – um altar, uma imagem de Buda, Jesus, Maria, um anjo…
Ou simplesmente um ramo de flores, porque traz alegria, esperança e vida.
Esse jovem não se importava com a aparência. Usava sempre um suéter, uma calça, e nada mais. Não ligava para o cabelo, nem para nada ao seu redor. Mas vivia perdido, completamente sem direção.
O que lhe faltava? O caminho reto. O caminho reto é a espiritualidade, é reconhecer sua consciência, onde está sua alma. É saber que você tem uma alma e que é alma antes de ser corpo.
Ele fumava muito, bebia moderadamente com os amigos, mas não encontrava felicidade. Era um vazio total. Um vazio absoluto.
Saiu de seu país e foi viver em outro, onde havia mais liberdade. Tornou-se muito famoso porque cantava sobre a liberdade.
Suas canções falavam contra a guerra, pela paz, contra a injustiça, contra o racismo, contra tudo o que nos fere como humanidade. Mas, ao mesmo tempo, não queria que ninguém se aproximasse dele. Não queria conviver com ninguém. Havia dentro dele um grande vazio.
Mesmo assim, ganhou inúmeros prêmios: prêmios da música, de composição, de reconhecimento pelo conjunto da sua obra, até o Prêmio Nobel de Literatura. Mas não quis ir buscar. Nunca aceitou um prêmio.
Hoje, ele tem 83 anos. Não sei se vive na França ou na Inglaterra. Morou muitos anos na França porque lá se sentia livre.
Agora, aos 83 anos, ou talvez 80, finalmente encontrou seu caminho: a religião.
Ele encontrou sua fé, e foi ela que lhe trouxe paz e serenidade interior.
Hoje, leva uma vida discreta. Não aparece mais, ninguém sabe muito sobre ele. Vive como um eremita, não compõe mais. Mas suas canções continuam atemporais. Agora, ele encontrou sua serenidade.
Ele próprio disse que encontrou o caminho da espiritualidade.
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Minhas sementes, quero explicar algo com estas palavras simples:
Não importa o quão famoso alguém seja.
Não importa a profissão – seja escritor, cientista, astrônomo, astrólogo…
Se não souber controlar suas emoções e valorizar sua alma, nada disso servirá.
Você não será feliz, nem fará os outros felizes.
É necessário um equilíbrio justo. Nem tudo, nem nada.
Se você tem muito, compartilhe.
Se você não tem nada, use esse tempo para olhar para dentro e descobrir o tesouro dentro de você.
Porque dentro de cada um há ideias brilhantes, a capacidade de criar, de inventar, de construir uma vida digna e feliz.
E, acima de tudo, de ajudar os outros.
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Aqueles que vivem apenas para o dinheiro, para a riqueza, para a avareza e o poder…
Sim, eles receberão tudo isso. Mas, da mesma forma que ganham, perderão.
Eles se tornarão o que é a riqueza.
Mas suas almas serão aprisionadas.
Porque a alma não veio para enriquecer.
A alma veio para se elevar. Para cumprir sua missão neste mundo. Para seguir sempre o caminho reto, seja ele qual for.
Por isso, tudo na vida tem valor: • Cada pensamento. • Cada gesto. • Cada atenção. • Cada trabalho.
Tudo é sagrado.
Limpar uma rua, lavar louça, decorar um lar – tudo tem honra e dignidade.
É algo precioso quando organizamos um cantinho da nossa casa, e sentimos que ali está aconchegante. Quando recebemos alguém e essa pessoa nos diz: “Que bom estar aqui.”
Isso é alegria.
Se falamos de um jardim, então, isso é o paraíso.
A madeira, as pedras, a reciclagem, a segunda vida das coisas… isso já é felicidade.
Porque compartilhamos o pouco que sabemos.
E o pouco que sabemos se multiplica nos outros.
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Hoje, me emocionei com algo que vi à tarde: a vida de Bob Dylan.
Os jovens de hoje podem conhecê-lo, mas não da mesma forma que nós, que vivemos sua época.
A época em que ele enchia estádios inteiros para cantar.
Ele foi único.
Mas sempre solitário, sempre vazio.
Nós, por outro lado, não enchemos estádios, mas enchemos salas.
E as enchemos com alegria, entusiasmo, sorrisos, abraços, felicidade.
Isso é o caminho reto.
Isso é o que devemos seguir.
Elevar nossa alma. Nutrir nossa alma. Trabalhar para a alma.
E assim, retornar ao lugar de onde viemos.
Viemos das estrelas! E voltamos para as estrelas, todos, sem exceção.
Mas, se seguimos nosso Caminho Reto, chegamos mais rápido.
Hoje, quero compartilhar algo que vi esta tarde, algo que me encheu de tristeza, que me deu vontade de chorar pela solidão desse cantor, desse grande músico.
Um Prêmio Nobel, e nem sequer foi buscá-lo.
É claro que devemos respeitá-lo. Mas então, qual foi o preço dessa vida?
Que valor ele deu às suas músicas?
Que valor ele deu a tantas noites sem dormir, vivendo apenas para cantar, cantar, cantar?
Mas para quem? Para quem?
Eu convido vocês: cantem!
No banho, em casa, no trabalho, na rua. Cantem, sorriam, vivam intensamente.
Porque a vida não é só festa, nem só tristeza.
A vida é uma mistura de tudo: • Alegria e tristeza • Riso e lágrimas • Riqueza e pobreza • Dor e celebração
Precisamos aceitar tudo isso.
Precisamos obedecer ao que a vida nos traz, para depois saborear as recompensas.
Porque elas também vêm.
E quando vierem, precisamos apreciá-las e vivê-las por inteiro.
A vida é algo precioso.
Minhas queridas sementes, espero que vocês reflitam e compreendam algo disso tudo.
Essa é a vida de Bob Dylan.
Talvez já tenham visto o filme sobre ele, ou ainda vão ver.
Eu não verei de novo.
Não verei, porque me entristece profundamente ver uma pessoa tão especial – como Mozart – que, no fim, não viveu para nada.
Não falo de Mozart, porque sua música jamais desaparecerá.
Ela sempre viverá nos corações de todas as gerações, em todas as épocas.
Mas ele já não está mais aqui.
E, por isso, minhas sementes, com todo o meu amor,
Sua Jardinera.